domingo, 27 de dezembro de 2009

Um desejo no reino das fadas




Acordei de manhã com cócegas nos pés. Acontece-me sempre isso quando é um dia especial no reino das fadas!
Eu sou a fada Maria e tenho que ir depressa para o palácio das fadas, pois a nossa fada raínha, a fada Margarida, vai receber esta noite o Novo Ano com uma festa magnífica. Todas as fadas do reino foram convidadas e vai ser uma festa maravilhosa!
O palácio das fadas é lindo e neste dia está mais lindo que nunca. Todas a flores estão viradas para o sol, vaidosas das suas cores. As borboletas esvoaçam pelo jardim e dançam uma valsa em cada flor. Estrelas mágicas iluminam os caminhos, para que o Ano Novo se sinta bem recebido.
Vêem-se tendas espalhadas pelos jardins do palácio com belísimas decorações, onde todos os convidados podem provar as mais doces iguarias do reino das fadas. Aromas deliciosos chegam ao meu nariz sardento, dando-me uma enorme vontade de assaltar um bolo! Eu ainda não vos contei, mas sou a fada mais gulosa do reino, a seguir à raínha Margarida, é claro!
Numa tenda especial estão as uvas. No nosso reino acredita-se que se devem comer 12 uvas ao bater das doze badaladas. Por cada uva devemos pedir um desejo, mas este apenas se realizará se for pedido com o coração!
Todas as fadas se estão a enfeitar, pois todas querem aparecer lindas, no salão de baile. Estão a ficar encantadoras, com os seus vestidos feitos de tule e seda, pó de estrelas no cabelo em todas as cores do arco-íris...é algo digno de se ver!
A fada raínha, a fada Margarida, apareceu na minha frente. Sorriu ao lembrar-se que tenho andado um pouco tristonha ultimamente e disse:
-Fada Maria, ainda te lembras do segredo que todas as fadas conhecem? Aquele que diz que todos os sonhos se podem tornar realidade se nos esforçarmos muito por isso?
É claro que eu conheço esse segredo e ela tem razão! Se o nosso coração estiver cheio de esperança e de sonhos, todos os dias teremos surpresas maravilhosas.
Ora eu sei muito bem o que vou desejar ao entrar neste ano! Oh se sei!! É um desejo lindo e maravilhoso que me fará muito feliz! E vai ser pedido do fundo do coração. Pelo menos metade das uvas vão para esse desejo.
No país das fadas eu sei que ele se vai realizar!
Mas não vos conto qual é o meu desejo especial! Não posso porque é segredo! Shiuuuuuuuu.....










Este conto é para a minha fadinha Margarida, uma das raínhas do meu coração. É para lhe contar na manhã da passagem de ano , logo ao acordar. Afinal também tem que se por bonita para a festa! :))

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

5 Revelações


O Pedro Viegas do 1000 CONVERSAS colocou-me perante este desafio.


Hum... eu vou tentar completar as frases, mas já sei que depois vou pensar e pensar e achar que também podia dizer antes outras coisas igualmente verdadeiras a meu respeito. Enfim, cá fica um pouquinho sobre a minha pessoa...




Eu já tive... muita mais fé nas pessoas.
Eu nunca... conseguiria negar ajuda a quem ma pedisse.
Eu sei... que não sou perfeita, mas sei que me esforço muito por dar o meu melhor aos que amo.
Eu quero... que as minhas filhas sejam miúdas saudáveis e muito felizes.
Eu sonho... com um planeta igual ao que temos, mas com pessoas muito diferentes para o habitar!


Faz parte do jogo enviar isto a 10 "vítimas" e eu escolhi as seguintes :))


  • Mago Merlim e o seu "Caldeirão"

  • Ricardo Valente com "Poema e Filosofia"

  • Pedro Luso com "Panorama"

  • Tais Luso de Carvalho e o seu "Porto das Crónicas"

  • Stella Tavares eo "Manual do Inseguro"

  • Doroni Hilgenberg com "Estrelas"

  • Tio do Algarve e "Portuguese Way"

  • Only Words

  • António Gallobar

  • Profeta

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Carinho de avô

Hoje faleceu alguém que foi um segundo pai para mim e um avô maravilhoso para as minhas filhas.
Era dono de uma gentileza sem limites e adorava mostrar a todos quantos lá iam a casa as fotografias das netas. Dizia de peito inchado "vejam como são lindas as minhas netinhas!"
Possuia um enorme tesouro de histórias para contar dos seus tempos de jogador de futebol e de caçador de perdizes, usando-as sempre para transmitir à pequenada valores fundamentais e imensa sabedoria. Histórias sobre os feitos familiares e acontecimentos divertidos que faziam as miudas rir à gargalhada. Como ele sabia que as crianças adoram saber as suas raízes e de como o orgulho na família é uma excelente contribuição para a sua auto-estima!
Quando estava mais cabisbaixo, era só ver uma das netas para lhe voltar o brilho aos olhos e imediatamente trocava mimos por doces travessuras, passeios pela quinta com direito a visitas ao galinheiro para ver os pintainhos, os patos no tanque, a casota com o cão, a lições de agricultura e a muito, muito carinho.
Foi um pai magnífico, paciente, atento, carinhoso e sempre presente. A mim adoptou-me desde que me conheceu. Como lhe estou grata por isso!
Afinal não lhe restava muito tempo, mas tinha sempre muito tempo para nos dedicar.
Deixa uma saudade imensa e tem a minha eterna gratidão por todo o amor que nos ofereceu.
Para a Margarida o avozinho morreu, mas é agora uma das estrelas mais bonitas do céu. Isso de alguma forma consolou-a vindo de encontro às suas recordações do avô...afinal um herói não desaparece! Transforma-se em algo grandioso, certo? Era tão bom que todos pudessemos sentir assim...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Crepúsculo

Caminhava devagar, enterrando os pés na areia branca e morna, encantada com a beleza daquele crepúsculo. Havia momentos assim, sublimes, em que a Natureza fazia poesia com a exuberância das suas cores.
Apalpou o bolso, num gesto inconsciente, certificando-se que tinha trazido o seu passaporte para aquela viagem sem retorno. Ali, naquela praia deserta, tudo correria conforme desejava.
Reflectira muito até tomar aquela decisão, desde o dia em que recebera o resultado dos exames pedidos, após os primeiros sintomas de doença.
Simplesmente não conseguia conceber todo o sofrimento de ver o seu corpo destruído aos poucos ou de assistir diariamente à angústia da sua família e amigos. Preferia ser recordada no auge da sua beleza e juventude, como uma estrela cadente, de existência breve, mas que ainda assim lhes iluminara o céu.
A vida tinha sido boa até aí ... uma família fantástica e unida, êxito escolar e profissional e todo o amor e amizade recebidos. Mas simplesmente não aceitava ser um anjo caído, a quem já não seriam permitidos novos vôos.
No limiar daquele fim anunciado, pensava na relatividade do tempo e recordava momentos preciosos que embora breves, a tinham feito sonhar. Palavras doces, que outrora fizeram com que o tempo perdesse as horas e os minutos. Dias em que só havia lugar para sorrisos, carinhos e segredos. Durante um tempo tinha acreditado, mesmo quando a distância virou silêncio e o silêncio virou saudade. Intensamente sonhadora, adorava aquela cumplicidade que talvez fosse uma verdade só sua. Tinha rumado por trilhos de incertezas, na ânsia de um dia recordar tudo aquilo sem um peso no peito.
Finalmente tinha encontrado o seu equilíbrio, ao deixar de se procurar fora de si, em pedaços recortados ... um aqui, outro ali ...
Irónicamente, agora que conseguira descomplicar-se, tudo terminava!
Deixou o vento seduzi-la, sempre adorara a forma como o vento lhe tocava a pele e a despenteava... ao longe vozes, ... um grupo de vozinhas cristalinas e animadas. Sorte?! Azar?!
Tudo bem, não seria nesse dia. Lançaria o seu destino noutra maré. Agora iria beber um pouco do prazer de brincar com aquelas crianças, como se criança ainda fosse...
Ainda havia tempo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Estes humanos!!


Este mundo está longe de ser justo! É cruel e priveligia de forma evidente os poderosos, corruptos e mentirosos.
A honestidade vale muito pouco. Aliás, a honestidade absoluta pode até prejudicar quem a pratica.
A solidão já é um estado de alma para a maioria e praticam-se actos comuns em climas de alta tensão.
Vivem-se amores sem existência real e sofrem-se desilusões com gentes de alma ausente. A maioria está à deriva em águas perigosas e marés traiçoeiras.
Por todo o lado se observa corrosão de ideais e de carácter. Vê-se gente (as crianças doem-me especialmente) a morrer de fome, de guerra e de doenças provocadas pela ganância alheia. Revolta-me ver os sonhos da humanidade feridos e corrompidos.
Como diria Thoreau, a maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.
Quanto a mim, recuso-me a entrar neste poço sem resistência! Vou fazendo voos mais tranquilos e no meu peito acalento um ideal sem preço!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A brisa

Sempre fui do género 2 em 1. Essa filosofia podia ter sido inventada para mim. Sou assim desde que me conheço como gente, uma luta constante entre o racional e o emocional. Luta muito desigual, diga-se em abono da verdade, pois o emocional, sempre foi e será o meu lado mais forte! Talvez por isso, nunca perdi o hábito de sonhar acordada...e neste hábito me refugio, sempre que a minha alma o pede.
Hoje, mais uma vez sonhei...entre o acordada e o adormecida, bem mais para lá do que para cá...e foi nesse estado de semi-inconsciência que vi aqueles dois pequenitos a correr de mãos dadas na direcção do nevoeiro. Uma brisa repentina ficou mais forte, envolvendo-me e convidando-me a seguir em frente. Continuei a observar aqueles dois que maravilhados afastavam a névoa com os braços, em gestos harmoniosos e risos cristalinos. Espantei-me quando repentinamente aquela floresta se tornou visível aos meus olhos. Entrei, pairando entre o receio e o fascínio que aquelas duas crianças exerciam sobre mim.
De novo aquela brisa perfumada, que me acalmava os nervos irritados, fazendo-me sentir maravilhosamente refrescada e até entusiasmada.
Segui um trilho ladeado por umas árvores de copas altas, de um tom intensamente verde, até chegar a uma clareira. Vi-os de imediato, com aquele par de cabeçitas coroadas de caracóis escuros e brilhantes encostados um ao outro e aproximei-me até poder observá-los.
Foi um choque reconhecer neles os meus e os teus olhos! Aqueles não eram olhos de criança! Olhavam-se com com uma expressão amadurecida, como se já tivessem vivido muitas vidas até aquele reencontro em corpo de criança.
As palavras trocadas eram escassas, mas cheias de riso e de ternura. Não eram duas crianças comuns, estavam repletas de uma luz interior, nascida da compreensão, afinidade e gratidão por se terem um ao outro.
A menina olhou-me então e emocionada fitei os meus próprios olhos naquela criança. Ambos me deram as mãos e me disseram "nunca esqueças o sabor do nosso abraço, pois quando a tua existência acabar, falarás sobre nós com as estrelas!"...
Senti agora a brisa transportar-me de regresso e acordei de novo consciente, no meu sofá, mas ausente de mim, como uma turista, observando os ecos da minha história.
Agradeço ao sonho esta liberdade e sinto-me numa fronteira, vestida de incertezas e cegueira consentida.
Quero adormecer de novo, para ver nascer o que o sonho produz e nesse sonho irei achar o meu Norte.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Aguarela

Os dias correm e ela pinta na cara risos e sorrisos, que despistam o que lhe pesa no fundo dos olhos. Reveste-se de cores, que contrastam com as que lhe vão no interior. Aguarda fechada noutra dimensão, onde as paisagens são desfocadas e pintadas a sépia. Vai lutando contra o que não sabe definir ou que não consegue enfrentar. Espera, avaliando as suas fraquezas, que se resolvam mistérios cobertos de silêncios que lhe tiram o brilho. Cansa-se de ser forte não o sendo e de não saber resguardar o seu mundo das suas inseguranças. Procura no céu estrelas cadentes para formular desejos simples, de noites mais risonhas e encantadas. É viajante em barca à deriva, esperando aportar numa terra sem armas, porque não possui escudo nem perímetro de segurança.
Deixa-se invadir pelo riso das crianças, que espectadoras e participantes neste palco da vida, a arrastam para as suas brincadeiras e palhaçadas...tenta a todo o custo transmitir-lhes a segurança e a paz que tanto precisam de encontrar no seu mundo infantil e colorido. São elas com os seus risos, que lhe pintam numa aguarela um amor lindo, sem barreiras e sem limites, neste mundo tão limitado.
Disfarça a melancolia, para que possam sentir que o carinho é um alimento que pinta nos olhos um arco-íris, tecido de beijinhos e ternuras de cores doces.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um abraço perfeito

Ali estava sonolenta, encostada na sombra de uma doce palmeira, deixando a brisa levar os desejos para o mar. Desejos tão lindos como loucos...
De perna flectida e cabeça pendente, relaxada, com o corpo protegido na rocha, sentia a calidez do sol a dourar-lhe a pele.
Era um entardecer pintado em tons de ouro e azul e ela recordava com ternura, a inquietude do primeiro encontro. Por cada pensamento um sorriso...
Lembrou a brincadeira, o riso, o embaraço, os olhares por cima do cardápio, naquele restaurante à beira-mar plantado. Recordou o desejo contido no sabor dos beijos trocados, o aconchego espesso dos abraços, o suave deslizar das mãos entrelaçadas e o aroma inebriante de dois perfumes perfeitos.
Ali, naquela tarde, pararam num tempo sem tempo, para reinventarem sentimentos perdidos. Pintaram aquele dia com uma cor feliz, viraram as palavras do avesso e lançaram-nas ao sabor fugaz dos ventos.
Quando enfim se afastaram, levavam nos olhos a luz das estrelas e os sons de um mar sereno a ecoar nos ouvidos.
E ela ali estava na praia, mergulhando nas ondas daquelas memórias enfeitadas, imaginando um qualquer final feliz, que incluísse o calor e o perfume daquele abraço perfeito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Para variar...



Ri-me tanto com este Animal que decidi partilhar convosco...aqui fica para variar um bocadinho.
Fiquem bem.
Beijos para todos :)))

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

No meu sonho

No meu sonho, eu rodava quilómetro após quilómetro, sorrindo e cantando, olhando sem olhar, vendo sem ver, num calor de Verão apetecido e inventando mil paisagens no peito.
Sonhei que chegaste no teu fato em tons de cinza e anonimato.
Trazias nos olhos um calor feito de ternuras e saudades.
Mergulhaste intensamente num mar de abraços, embrulhados em desejo profundo. Devoramos palavras loucas, com o coração num galope enlouquecido.
Depois virei-me para o lado e ... continuei a sonhar.
Agora rodava de novo, engolindo quilómetros dilacerados, percorrendo o corredor de uma estrada desconhecida. Choviam lágrimas magoadas que não conseguia afastar e nas bermas daquela estrada, as flores não tinham cheiro.
Num silêncio gritante, tentava proibir o meu sonho de sonhar, com as coisas que não me pudeste dizer. Sonhei que este sonho era único e não tinha preço. E por fim, sonhei que já não morava dentro de mim.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nero

Este era o Nero, um belíssimo exemplar de pastor alemão e o cão que toda a gente gostaria de ter.

Acho que ninguém lhe conseguia ficar indiferente. Era uma companhia perfeita!

Não falava, mas não tenho qualquer dúvida que nos entendia! Colocava a cabeça de lado e fazia o olhar mais doce que alguém possa imaginar, latia com mais ou menos entusiasmo, consoante o assunto era sério ou falado em tom de brincadeira e dava a patinha como se dissesse: entendo-te perfeitamente, estou contigo!
Era um cão carinhoso que guardava graúdos e miudos. Não me esqueço como ele andava em volta da piscina para não lhe escapar ninguém que estivesse dentro da água! Metia-se imediatamente na frente da minha filha quando ela se aproximava da borda da piscina e gania para avisar. Até saltou lá para dentro ao pensar que a dona se estava a afogar, quando ela resolveu fazer uma piscina debaixo da água. Simplesmente não havia igual. Era um cão que faria mudar de ideias qualquer um que não gostasse ou tivesse medo de cães.
Mas o Nero não era um cão qualquer. Era um cão com muita sorte, pois teve os melhores donos do mundo. Donos que se preocuparam em educá-lo e o estimavam como se fosse um membro da família. Ele era como uma criança bem educada, que nos olhava sem maldade, com doçura e pureza no olhar, tal como as crianças; que adorava que brincassem e falassem com ele, tal como as crianças; que gostava de pousar a cabeça no nosso colo e receber mimo, tal como as crianças. Eu nem o via como um cão. Quando lá ia a casa, o Nero era sempre o priemeiro a chegar para me receber, cheio de alegria e afeição. A afeição de um cão é sempre genuína. Nem consigo imaginar a tristeza dos seus donos, porque o Nero infelizmente faleceu. São meus amigos e pessoas fantásticas. Aliás, só pessoas fantásticas se dedicam assim a um animal. Eu era apenas uma amiga do Nero, mas sem dúvida nenhuma que o meu mundo e o das minhas filhas ficou mais pobre sem este cãozinho. Ele era uma fonte de alegria para todos os que com ele conviviam. Por isso escrevi este texto, queria prestar-lhe esta homenagem porque ele merecia!









sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Prémio frescura


Recebi este selo da Guizo, à qual agradeço muito!

E como é regra, passo a 8 blogueiros super-frescos:



Ao Pedro Viegas, porque o 1000 conversas é o blog mais lindo que conheço;

À Lídia Borges, pelo Seara de Versos, porque os seus poemas são divinos;

À JS, pelo Falamos depois sff, porque escreve com o coração e com sinceridade;

À Only Words, porque as suas reflexões são envolventes e pertinentes;

Ao Tio do Algarve, pelas lições de Hidráulica Aplicada, com os seus volantes de inércia:);

Ao Pedro Luso de Carvalho, pelo blog Panorama, muito se aprende com os seus posts, que são da melhor qualidade;

Ao Ricardo Valente, pelo seu Poema e Filosofia e os seus versos cheios de intensidade e

Ao Mago Merlim, pelos seus textos escritos com muito sentimento.



Espero que gostem de o receber. Beijos para todos:)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Feiticeira

Ela voava alegremente montada na sua vassoura, percorrendo céu, terra e submundo.
Feiticeira, pagã, rebelde, provocadora, caprichosa e emotiva.
Pelos quatro cantos do mundo colhia os elementos necessários aos seus feitiços e rituais. Transportava pétalas de rosa negra e folhas de manjericão; ervas doces e flores de maracujá; trevos de quatro folhas e essências de óleos perfumados.
Filha da Lua Cheia, fértil em feitiços, poções, rituais e magias atrevidas.
Ele era um mago reservado e temido. Dono de uns olhos escuros e penetrantes, tinha a capacidade de ler o pensamento alheio. Viajava no tempo fazendo magias poderosas. Dedicava-se ao estudo dos símbolos e da Astronomia, da materialização e da transfiguração, das tradições persas, egípcias e babilónicas. Era um estudioso da Alquimia Universal e a pedra basilar do seu clã.
Cruzaram-se em noite de renovação. Noite de eclipse, com os astros alinhados no céu, em jeito de sorte ou de catástrofe. Noite de grandes feitiços e magias loucas.
Ele fez círculos dentro de círculos, consultou os astros e auscultou o futuro.
Ela jogou no caldeirão as essências, os pós de sedução, pitadas de humor, grãos de alegria, sementes de paixão, notas musicais e estrelas da sorte. Depois rezou um encantamento antigo cuja receita herdara da avó.
Juntos, fizeram ao todo 1000 feitiços!
Ela guardou a sua poção em 12 pequenos frascos, enfeitados com as cores do arco íris e ofereceu-lhos, recomendando que bebesse um em cada primeiro dia do mês, exactamente na hora em que a Lua vinha render o Sol. Ele aceitou encantado e presenteou-a com um livro raro, cheio de encantamentos únicos e proibidos.
Num caldeirão de ferro forjado fizeram fortes magias. Transformaram em arte as emoções, acenderam o fogo da paixão e convidaram elfos, fadas e duendes para dançar em sua volta.
Juntaram o visível e o invisível. Foram luz e sombra num equilíbrio perfeito.
Sons encantados percorreram o Universo. Os corvos despertaram, incomodados com a força daquela magia e piaram estridentes, acordando o lado sombrio do disco lunar.
Rajadas de vento poderosas cruzaram os céus cortando pela raíz os 1000 feitiços. Apenas lhes restou transformarem-se, na protecção de um abraço encantado.
Muitos anos passaram e quem hoje cruza aquele bosque, jura que vê num dos ramos da árvore mais elegante de uma clareira, uma gata preta de olhos claros miando tranquilamente, junto a um urso pardo que lhe lambe o pelo luzidio com ternura.
Mas em noites de luar, nessas noites em que a Lua parece um balão, ninguém ousa entrar naquela clareira. Conta-se que há um caldeirão em cima de uma fogueira e que árvores, fadas, duendes e elfos, fazem uma dança ao som de uns cânticos estranhos, numa língua desconhecida. No centro encontra-se um urso a dançar a valsa com uma gata no colo e no meio da dança, urso e gata renascem homem e mulher do útero da Grande Mãe Terra!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A árvore

Quem segue pelo bosque, levando jeito de cigana no andar?
Desliza entre o arvoredo, com os cabelos a voar na brisa. A sua expressão é triste, leva na face o brilho das lágrimas. No entanto tem nos olhos a força da luta e a garra próprias da vitória. Caminha com um misto de convicção e doçura.

Entra numa clareira e detém-se, procurando algo que me escapa. Acaba por pousar as suas mãos, pequenas e morenas numa árvore imponente e majestosa. Vejo a árvore acordar lentamente e a envolvê-la com os seus braços cheios de verde folhagem. Os ramos oscilam chamando o vento e juntos sopram-lhe canções de embalar.

Ela enrosca-se naquele abraço e repousa, como se ali encontrasse o colo que tanto procura e lhe falta. Fala baixinho e a árvore escuta aquela filha, cheia de carinho e atenção. Ela conta-lhe a história das suas lutas e mostra-lhe como os seus sonhos são bonitos e cheios de poesia. E a árvore escuta...

Muda de espanto vejo como a árvore a aconselha, como de certeza já fez a todas as almas que a procuraram. Quantos lamentos já não terá ouvido, quantos conselhos não terá dado, sorrindo, reconhecendo aqui e ali os mesmos sinais, o mesmo desvario. A árvore desfolha o seu livro de memórias e conta-lhe que o amor e a paixão podem ser como farpas atravessadas. Ensina-lhe como se pode morrer numa morte lenta, no desejo. Mas também como se podem abafar gritos com beijos e transformar incertezas em segurança. Conta-lhe que todos têm direito aos seus sonhos e a não deixar que o tempo os devore, tal como devora todos os seus filhos.

Então aquela árvore, do alto da sua experiência secular, consultou a lua como se fosse uma bola de cristal e revelou-lhe que o seu futuro estava envolto num segredo; que nesse segredo estava a ponta do medo; que esse medo devorava os beijos deixando silêncios...

Depois entoou cânticos mágicos e proibidos e jogou búzios para lhe mudar a sorte.

Aquela árvore rezou ao sol, que é tão poderoso que até ilumina os dias, que amaciasse o caminho daquela filha.

Ambas adormeceram por fim, enroladas num abraço cúmplice, terno e nocturno como a lua.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Enquanto durmo, um fantasma vadia na noite.
Vem enrolado numa capa escura que lhe esconde o rosto.
Passa várias vezes sob a janela do meu quarto, ganhando coragem para entrar. Acaba por se insinuar furtivamente no meu sono sem pedir licença e invade os meus sonhos com gestos e palavras de encantamento.
De alguma forma eu sei que este fantasma é a minha perdição! Murmura-me ao ouvido segredos doidos que me atordoam e me deixam sem ar. Lança feitiços que me quebram resistências e rolam-me gotas de água pelo corpo que não sei se são devidas à febre que me percorre, ou se são lágrimas que ele deixa cair. Chora por me roubar a paz, mas todas as noites vem, em busca de uma entrega sem limites. A mágoa que vejo nos seus olhos aperta-me o coração.
Até que a lua que o trouxe lança os últimos raios anunciando a partida, assim como a passarada anuncia o amanhecer com o seu canto.
E ele parte com a lua, viajando pela noite entre o vento e o nevoeiro. Deixa-me num sopro que me embriaga e devolve a um sonho, do qual acordo com saudade.
Prendo com força no peito, a vontade de partir para onde o vento o levou.
Para onde foi o meu fantasma?!

sábado, 8 de agosto de 2009

As cores do silêncio

O sol derretia lentamente a sua cor dourada naquele entardecer. A noite foi chegando, como convidada sempre esperada, acompanhada pelas últimas pinceladas de azul. As estrelas começaram a formar o seu mapa brilhante, de sonhos atirados ao ar e por cumprir.


Nesta noite meditava nos silêncios. Haviam silêncios de todas as cores, que entravam pela pele e chegavam à alma. Alguns eram azuis, chegavam perfumados e cristalinos. Eram silêncios de bem estar e harmonia, daqueles que dispensam as palavras vãs. A esses guardava-os numa caixinha bonita, toda enfeitada, cheia de pequenos tesouros. Outros pesavam como chumbo no peito e afogavam o coração. Eram silêncios cinzentos, escuros e agrestes. Cada silêncio tinha uma cor própria.


E num silêncio de cor ainda indefinida, procurava dentro de si a própria luz, fugindo dos reflexos enganadores da lua caprichosa, sempre inconstante e insatisfeita.


Reflectia em como a vida podia ser fértil e bela, se se criassem as condições para tal e em como o silêncio próprio do conformismo nunca tinha pautado os seus dias. Nunca se tinha habituado a viver numa mesmice confortável e conveniente. Preferia a intensidade, a energia era demasiada para ficar presa em silêncios de cores enevoadas...


E neste bosque de sonhos e devaneios, mergulharam os últimos murmúrios da consciência. Todas as sensações foram anestesiadas pela serenidade daquela noite de Verão, onde até os silêncios dormiam.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A viagem da gotinha

Eu era uma gotinha
Presa a uma nuvem de algodão.
Quando a nuvem se furou
Deixou-me cair no chão.

Fiquei muito aflita,
Sem saber o que fazer.
Encontrei outras gotinhas
Que ali passavam a correr.

Perguntei-lhes onde iam,
Começaram a sorrir!
"Vamos para a nascente!
Tu também queres vir?"

E assim todas juntinhas,
Por entre cascalhos e mata,
Surgimos fonte de vida,
Água pura na cascata.

De poça em poça caí,
Lavando os seixos de cor.
Vou arrantando os sais,
Que me oferecem o sabor.

Olho em volta de mansinho
Começo-me a animar...
Já somos um ribeirinho
Que corre para o mar.

Como gotinha de água
Tranquila e transparente
Lá fui descendo a encosta,
Matando a sede à gente.

Até que cheguei à foz,
Onde o rio se junta ao mar.
Mergulhei nas suas ondas
Para os peixinhos saudar.

A gotinha, tão doce e tão terna,
A todos os peixinhos beijava..
Qando sentiu o calor do sol
Que para cima a chamava.

Pela água acima subiu
Como se barbatanas e asas ganhasse
A caminho de uma nuvem branquinha
Que nos seus braços a guardasse.

Assim respondeu ao sol
Cheia de graciosidade.
É a história da gotinha
Que desafiou a gravidade!



Estes versos são para a Margarida, a minha querida filha, que me perguntou se a água do mar era salgada, por lá ter o bacalhau de molho!
Espero que ela cresça descobrindo que na Natureza tudo tem uma razão de ser e se esforçe por defender o seu equlíbrio e harmonia.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Como gelado e chocolate

Qual diabo tentador, jogas seduções ao vento e baralhas os meus pontos cardeais. Fico à deriva num segredo e presa a desejos sem travão.
Queres fazer de mim tua princesa, mas não encontro o meu vestido!
Vou remando contra a corrente que quer levar o barco dos meus sonhos e contando as conchas do mar. Queres uma por cada pensamento teu?
O mar sussurra-me que te abraçe e ouço a lua rir dos seus conselhos. Numa hora perdes-me, noutra conquistas-me. Num dia acendes-me a luz de um sonho, noutro ofereces-me a sombra do teu silêncio.
Vou saltitando entre temores e vontades enquanto aguardo a maré e sonho com lições de amor e simplicidade. Tenho muitas formas de mostrar que te quero, mas só sei querer-te com verdade.
Como gelado e chocolate quente, somos um dueto que se completa em patamares diferentes, mas cuja fusão faz sentido. Não sei se é loucura ou uma questão de tempo, nem se sairemos vencedores ou vencidos. Encontraste-me e nada acontece por acaso...mas nem sempre o destino é perfeito! Mas se tudo fosse perfeito, não existiam lições de vida...

domingo, 19 de julho de 2009

Um refúgio na serra

A casa estava encaixada na encosta da serra, harmonizando-se com a verdura da vegetação local. O caminho empedrado era sinuoso, próprio para se fazer de jipe e não naquele carro. O muro e o portão não permitiam ver o interior, assim que se chegava.

No jardim, as flores eram de um colorido descarado. As rosas mostravam vaidosas as suas pétalas, de um vermelho diabólico e aveludado; os lírios, esses erguiam-se espevitados, vestidos de um branco virginal e os girassóis, enormes e amarelos, iluminavam simpáticamente com a sua cor, o caminho de lages que conduzia ao alpendre.

Em redor da casa, as árvores ondulavam os seus ramos carregados de frutos e espalhavam um aroma espesso e doce no ar. Apenas a casa parecia parada no tempo, sem qualquer sinal de vida.

Abriu a porta de entrada deparando-se com a penumbra e lentamente foram-se desenhando os contornos do interior. Tudo permanecia igual, mas pairava no ar um odor a passado...foi abrindo as portadas e as janelas, cujas vistas para o jardim e para a serra eram deslumbrantes. A casa era linda e acolhedora.

Aquele fim de semana prometia ser um bálsamo, para um mês feito de contratempos e cansaço. As memórias do último encontro teimavam em tornar-se presentes, tornando ainda mais apetecível o que estava por vir.

Aproveitou o tempo que restava para dar uma volta pelo jardim, abrindo guarda-sois e as espreguiçadeiras da piscina. Sentou-se a olhar a serra a toda a volta, enquanto a brisa corria suave e morna acariciando a pele. Tudo convidava ao descanso, incluindo o som da água a correr no tanque, tal era o isolamento daquele refúgio na serra.

Reflectia, procurando respostas, encontrando silêncios e incertezas e constatando como a distância podia ser cruel. O cansaço foi mais forte fazendo-a adormecer, embalada na esperança de que aqueles dias fossem, no mínimo, tal como os tinha sonhado...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Iluminas-me



Vejo-te com um olhar deslumbrado, como se voltasse a ser criança. Acendo um sorriso e tenho vontade de contar estrelas, de soltar borboletas e confetis brilhantes, de chapinhar nas poças de água para tropeçar no riso e inventar histórias de fadas e duendes.
Lanças-me um olhar doce, aconchegas-me no peito e acredito num mundo de fantasia, com nuvens de algodão, anjos e sereias, cujo canto nos traz promessas loucas.Contamos estrelas cadentes enquanto comemos pipocas, tremoços e amendoins com uma gula hilariante.
Danço descalça para ti e tu vês-me rodopiar, enquanto desenhas a carvão para gravar a minha alegria numa folha de papel.
Entre o sonho e a realidade esperamos que a madrugada nos diga que o nosso tempo chegou.
Refugio-me no teu abraço como se fosses a minha âncora e sinto-me bem mais perto daquilo que sou. Guardo o teu beijo na palma da mão para iluminar o meu caminho nas noites sem luar.
Iluminas-me!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cegueira mental

O cromo com cara de faneca mal frita que aparece na imagem, anda por aí a dar cabo de uma classe que em vez de prestigiada, tem sido enxovalhada.

Esta posta de peixe estragado, juntamente com as suas ovas de mau gosto, (entenda-se restantes cromos do seu ministério) resolveu colocar a cereja em cima do bolo da catástrofe nacional, fazendo uma revisão do ECD que não lembra ao diabo mais perverso.

Mas qual o espanto?! O que seria de esperar de alguém que não tem currículo, nem competência, muito menos perfil para desempenhar as funções do cargo que lhe deram?!

Esta tirana da Escola Pública, lá do alto do torreão da 5 de Outubro, faz o exercício permanente da sua prepotente incompetência e resolve seleccionar os professores como bodes espiatórios do défice público e de todos os males da sociedade.

E então, estes desgraçados que:


  • todos os anos andam a trote de um lado para o outro, deixando a família para trás, sem quaisquer ajudas de custo,

  • que mesmo com depressões profundas persistem em ensinar,

  • que dão aulas com cancro até morrerem dentro da sala de aulas, porque não lhes dão baixa,

  • que gastam mais do que aquilo que ganham só para poderem dar aulas e obter tempo de serviço,

  • que são agredidos nas escolas por pais e alunos,

  • que organizam visitas de estudo, mesmo sabendo que Jorge Pedreira Pedregulho (o faltoso em pessoa) considera que eles estão a faltar,

  • que se manifestam aos sábados sacrificando um direito para preservar os seus alunos, entre outras coisas...

Estes desgraçados, levaram com uma catrazada de novas leis e Decretos em cima, que acabaram com a já pouca segurança que tinham. Eu explico: a quem julgava que o vínculo laboral trazia segurança, desenganem-se. As piranhas da 5 de Outubro resolveram palitar os dentes com a Lei 12-A/2008 que faz com que todos os QZP (professores do quadro de zona pedagógica) passem a a contrato por tempo indeterminado. Ou seja, quer isto dizer que podem os mesmos ser dispensados sempre que o posto de trabalho termine. Estes professores serão enviados para a mobilidade especial (alínea 8 do artigo 6º da Lei 12-A/2008) e vêm-se em casa com um corte de vencimento de 30 a 40 % no vencimento. No caso de não serem recolocados no prazo de um ano (o que por acaso não é nada difícil de acontecer), então reúnem as condições necessárias à cessação do vínculo (vulgo despedimento). Porreiro pá!


Quando a cegueira é mental, não há mesmo nada a fazer...



sábado, 4 de julho de 2009

As tuas mãos...

Nas linhas das tuas mãos estão escritos os meus segredos. Porque outro motivo me tocarias desta forma?!
Tens uma mãos belas, fortes e suaves, que me envolvem e amassam tão mansamente, que acendem o brilho e a sede de ti nos meus olhos.
Mãos que acalentam e embalam os meus desejos, que sopram ternura e calor na minha direcção.
Mãos que me inquietam e em seguida me enchem de paz, insubstituíveis, que se abrem para dar e receber, que escrevem poesia, marcadas pelo perfume de uma vida feita de alegria e dor.
Mãos estendidas para mim...
Como foram parar às tuas mãos as medidas dos meus sonhos?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Era uma vez algo muito especial...

Gostava que os dias acontecessem mais lentos, sempre que o nosso tempo se cruza...
Para saborearmos o sonho levemente, um sonho suave como o voo deslizante das gaivotas. Enquanto ouvimos o sussurro das ondas e esperamos que a brisa calma do mar nos embriague até perdermos o sentido das palavras.
Na bruma dos sonhos sinto o cheiro espesso da maresia e durmo na calma dos teus gestos, no afago dos teus olhos, no afecto dos teus beijos.
Quero acordar para ter a certeza que estás ao meu lado...quero reinventar esta noite, fazê-la cada vez mais linda e única.
Até que acordo, no colchão macio da praia, nas incertezas da noite, com o meu sonho guardado no peito.
Inspiro profundamente, para sentir o cheiro doce das memórias e olho aquelas águas verdes e calmas.
O mar deixou-me uma mensagem...:
"Era uma vez algo muito especial..."

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Encosta-te a mim



Entraste em mim...bem de mansinho.
Foste ficando... brincando, a pairar algures entre o riso e o desejo. Um riso feito de pequenas loucuras, de momentos vividos e sentidos a dois, à beira-mar plantados numa qualquer praia do Norte, tendo como cúmplices o mar e um céu intensamente azul.
Sinto o cheiro doce do teu perfume enquanto te aproximas e me abraças, encaixando em mim como a peça de um puzzle há muito procurada e que completa o meu desenho.
Incendeias-me como um fogo cheio de malícia e graça e que nos pinta de sonho e sintonia.
Vamos vivendo estes momentos de loucura e insanidade, roubados à marcha do tempo. Instantes preciosos que guardamos como estrelas brilhantes para pendurar no nosso céu de fantasia.
Convidaste-me ao sonho e quero adormeçer aconchegada no teu poço de paz.

Mais um....! no País da Cagança

No Pais das Maravilhas e da Cagança, em que se tornou este cantinho português, vamos descobrindo que somos uns verdadeiros ANJINHOS.
Passa-nos tudo ao lado.
Vivemos verdadeiramente anestesiados, enquanto alguns DOUTOS SENHORES, vão acumulando cargos, benesses, carros, vencimentos e outras regalias.

Vejamos na noticia abaixo publicada no Correio da Manhã, como alguém pode ser remunerado (em acumulação com outros cargos) como Vogal do Conselho Geral e de Supervisão da TAP, orgão que reune 10 x ano.
Sim. Leram bem... 10 x ano.

Depois queixam-se que as empresas publicas dão prejuízo....

E tudo isto acontece enquanto NÓS quisermos, enquanto formos pondo as barbas do DIABINHO de molho.

Enquanto não acabarmos com esta pouca vergonha do País das corrupções, vigarices, esquemas fraudulentos. O País dos Jeeps, dos BMW, dos Mercedes, dos Porche´s.
Do País que não tem dinheiro para educar as suas crianças, para dar assistência médica aos seus velhos, para empregar os seus jovens , mas onde todos se passeiam em verdadeiros bólides, e muitos com motorista.



...In Correio da Manhã

O ex-chefe de gabinete de José Sócrates, ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros.
Com este salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.
Luís Patrão acumula três cargos desde que trocou a chefia do gabinete de José Sócrates pela presidência do ITP: a par da liderança do IPT, onde terá um salário mensal de cerca de 10 mil euros, Patrão é membro do CGS da TAP e vogal da administração da ENATUR, onde não tem remuneração.
Como vogal do CGS da TAP, Patrão tem, tal como os restantes seis vogais desse órgão, um salário mensal fixo de quatro mil euros, a que acresce um ordenado mensal complementar de três mil euros por ser membro da comissão especializada de sustentabilidade e governo societário, nos termos do Estatuto Remuneratório do mandato 2006-2008. No ano passado, essa comissão fez, segundo o relatório de Sustentabilidade da TAP, cinco reuniões para tratar de assuntos da TAP, SGPS e outras tantas para abordar temas da TAP, SA. Ao todo, em 14 meses de salário, aquela comissão realizou dez reuniões, com uma taxa de participação de 91 por cento.

MAIS.......................................

COMISSÃO DE AUDITORIA

Pinto Barbosa, Veiga Anjos, Borges de Assunção e Maria do Rosário Vítor são de duas comissões: Sustentabilidade e Auditoria.
7000 euros é quanto recebe por mês um vogal do CGS: quatro mil euros de salário, mais três mil por integrar uma comissão.
714 000 mil euros por ano é quanto custa ao Grupo TAP o CGS e as duas comissões especializadas

domingo, 28 de junho de 2009

Estive bem ou não?!

"Estive bem ou não?"


Eu cá acho que esteve especialmente bem, a fazer o gesto que todos temos vontade de fazer a todos os seus colegas de profissão! Afinal as coisas não vão lá muito bem, pois não?

Há gestos do diabo!!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Palavras erradas?!

Há pequenas coisas com efeitos que nada têm de pequeno. Algumas palavras bastam para nos deixar um incómodo que teima em nos perseguir todo o dia. Palavras erradas, que em horas incertas se podem transformar em mágoas. Fica-se angustiada, como se uma pedra nos pesasse no peito. Não gosto de me sentir assim, o meu dia fica como um balão vazio, o cansaço pesa mais e não me reconheço nos pensamentos que me surgem. Sou por natureza alegre e positiva mas há momentos...momentos em que aquilo que mais queremos, é o que não podemos ter e não conseguimos evitar que o desejo nos quebre o coração. Às vezes é difícil conseguir aquilo que queremos, mas acho que sofre mais quem não sabe o que quer. Eu sei que por vezes o vento sopra inconstante, ora quente e próximo, ora frio e distante. Mas a vida é feita de momentos, uns são bons, outros não. Eu prefiro reunir os bons e fazer o meu final feliz para poder dizer que valeu a pena!

domingo, 21 de junho de 2009

A dança das 1000 mãos

Este espectáculo verdadeiramente magnífico exige uma enorme coordenação, como não é difícil imaginar. Mas a sua realização é ainda mais surpreendente pelo facto de todas as 21 bailarinas serem surdas-mudas!
Baseando-se apenas nos sinais que os formadores fazem nas 4 esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espectáculo visual.
A sua estreia internacional foi em Atenas, na cerimónia de encerramento dos jogos Paralímpicos de 2004.
O video foi gravado em Pequim, durante o festival da Primavera deste ano.
São a prova de que as "deficiências" não devem limitar-nos as capacidades.
Desfrutem...é lindo!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vamos de mal a pior


Hoje em dia, sobre a Educação, toda a gente tem opinião e todos falam como se tivessem um doutoramento sobre o assunto...e claro está, o mais fácil é culpar os professores!

Não se pode comparar a escola de hoje com a de ontem. Os alunos são outros, estão inseridos noutro contexto social e, consequentemente, têm outras características e necessidades.

Alguns (demasiados) alunos pertencem a famílias desestruturadas, não apenas pelo divórcio, mas essencialmente pela falta de disponibilidade de pelo menos um membro da família para os acompanhar no seu dia a dia. Assim, acabam por ficar entregues a si próprios, gozando de liberdade excessiva e sem qualquer responsabilidade. Ficam grande parte do seu tempo a devorar uma dieta mediática onde se apresentam crimes sem castigo e corrupção; assistem diáriamente ao falhanço absoluto da justiça; à acção de políticos ambiciosos e sem escrúpulos...etc.

Pois é, o exemplo devia vir de cima, mas com este menu diário e muitas vezes sem qualquer intervençao dos pais para compensar e equilibrar todo este absurdo, não há como exigir que eles possuam uma escala de valores que não se encontre invertida. A tudo isto, vem muitas vezes juntar-se um sentimento de culpa dos pais pelas suas ausências, por ambos terem horários de trabalho absorventes e incompatíveis com a vida familiar.

Infelizmente, este sentimento de culpa é frequentemente compensado com o fornecimento aos filhos de formas de entretenimento, tais como telemóveis, MP3 ou MP4, nintendos, playstations e toda uma parafernália, que mais não faz que os impedir de ter tempo para estudar, pois não têm forma de dosear-lhes o uso de coisas tao aliciantes. Assim, vão usando tudo isto indevidamente e em qualquer circunstância, incluindo na sala de aula se o professor nao se impuser.

De todo este desaire familiar e social resultam alunos desinteressados, preguiçosos e desmotivados que apenas esperam da parte do professor facilitismos. Reclamam de tudo o que lhes dê trabalho e não estao para "aturar sermões" de quem os procura chamar à realidade.

Não hajam ilusões, quando a família (pedra base de uma sociedade) falha, a criança/adolescente nao se sente motivada para o que quer que seja que lhe exija esforço e concentração. Precisa de um acompanhamento contínuo e persistente, de alguém que o motive para bons resultados escolares.

Da parte da escola deverá também haver um acompanhamento sério e persistente aos alunos, não permitindo que estes desistam do processo de aprendizagem. Ora para isso, não se pode pedir que o professor gaste todo o seu tempo com burocracias, ou a pensar na melhor forma de avaliar os seus colegas, a lutar por pontos e créditos para vagas de titulares...etc. Como já se disse acima, as características dos alunos são outras. Isto exige do professor novas competências, para as quais tem que se preparar pois não lhe foi dada qualquer formação para isso.
Estamos a perder o mais importante - a preocupação com o ENSINAR e com o EDUCAR para a construção de uma identidade sã - para nos dedicarmos a coisas sem sentido, seja na escola seja em família.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Uma equipa muito cara!!!


Sabem qual é neste momento, a equipa mais cara em Portugal?


BENFICA ???...

SPORTING ???...

PORTO ???...

Nãooooooooooooo!!!! .............. Estão absolutamente enganados!!!


É ESTA»»»»»»»»»
São os nossos governantes, cheios de competência para meter golos (entenda-se vantagens) no próprio bolsito! Não sei quem foi o treinador deles, mas que têm uma rica escola, lá isso têm... eles driblam o povo, marcam penaltis, subornam árbitros, usam e abusam das regras do jogo e a tudo isto nós assistimos com maior ou menor revolta, mas calamos e deixamos andar...
Eu cá neste inferno irrito-me solenemente!


domingo, 14 de junho de 2009

Curto e grosso!

Bolas, quando nos enchemos de coragem para ouvir falar de economia e política no telejornal, as palavras de ordem são: “crescimento negativo”; “recessão”; “deflação”?!
Não dá para acreditar em análises, previsões, estratégias e soluções de teóricos e práticos que não conseguiram prever crise nenhuma, que se enganam diariamente em orçamentos, em todos os cenários de evolução económica e que se limitam a ir a reboque do caos e da especulação! Não serão eles uma grande parte do problema?
Errar é humano, mas quem lida desta forma com dinheiros públicos, exploração insana de recursos e com a especulação financeira, está muito próximo de usar toda esta parafernália em proveito próprio, através da manipulação, do vício e do furto!
É uma pena que continuemos assim…é que nisto do “deixar andar” o povo português é mesmo muito bom!

Onde iremos nós parar diabo???

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Amigo

Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Morais
Para a B, que tanto está a precisar de um grande amigo!
A vida tem outro sabor se tivermos uma atitude positiva e partilharmos as tristezas e as alegrias com os amigos...mas temos que dar para ter direito a receber. Há sempre algo de positivo no que acontece, nem que seja uma lição de vida que nos faz crescer, ser melhores e mais humanos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Finórios

Existem várias formas de assaltar um banco.
A mais rentável é geri-lo!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Boas notícias



















BOAS NOTÍCIAS....


Já não era sem tempo! Finalmente, uma notícia que nos permite sentir algum orgulho...


Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa, mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.


Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra, revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.


Conclusão: Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja... é económico!


Afinal, nem tudo está mal, neste País!

terça-feira, 26 de maio de 2009

A tão famosa crise...


Notícia:


O presidente do Banco Mundial (BM) considerou, numa entrevista publicada ontem no jornal espanhol El País, que a crise mundial poderá resultar numa "grave crise humana e social", se não forem tomadas a tempo medidas adequadas.
"Se não tomarmos medidas, existe o risco de se chegar a uma grave crise humana e social, com implicações políticas muito importantes. As medidas de relançamento podem ser determinantes", declarou Robert Zoellick. "O que começou como uma grande crise financeira e se tornou numa profunda crise económica, deriva agora para uma crise de desemprego", disse. Dado este contexto, "ninguém sabe verdadeiramente o que se vai passar e o melhor é estar pronto para qualquer imprevisto", acrescentou Zoellick.
Mas aqui a diaba fica pasmada com estas declarações! Qualquer um dos mortais que eu conheço era capaz de fazer esta mesma declaração...olha a novidade! "As medidas de relançamento podem ser importantes?" Podem?! Esta palavra incomoda-me! Era bom mas é que pessoas com cargos e protagonismos semelhantes, fossem capazes de avançar com alguma coisita mais, não era?
E que tal nesses cargos pensarem em ganhar um pouco menos, já que as ideias não são grande coisa?
E que tal não acumularem funções e pensões viatalícias astronómicas em empresas públicas onde onde só fazem m**da, para dar o lugar a outros (olha o desemprego!) já que a competência não tem sido muita?
E que tal não andarem a renovar frotas de veículos em tempos de crise e escolher logo o que de mais caro e luxuoso há no mercado automóvel (a crise é só para os outros, não é?!)?
Grande lata meus senhores, mais valia estarem caladinhos e falarem quando tivessem boas ideias para variar...que diabo!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Quase

Porque sei que no vosso peito bate um coração, e não uma máquina de bombear sangue... então partilho convosco um texto do qual gosto muito.

Quase

Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou, ainda joga, quem quase passou, ainda estuda, quem quase amou, não amou.Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, esta estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo; o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza, o nada não ilumina, não inspira, não aflige, nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um tem dentro de si.Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão, para os fracassos há chances, para amores impossíveis há tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar calma. Um romance cujo fim é instantâneo, ou indolor, não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais tempo: Realizando que sonhando...Fazendo que planejando...Vivendo que esperando...Por que embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

L. Fernando Veríssimo

Aproveitem bem o fim de semana:)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Amor com amor se paga...ou devia pagar

Doi-me ver como algumas pessoas abandonam os seus pais, apenas pelo trabalho que lhes dão quando envelhecem. Custa-me que depois de tantos anos de afecto e dedicação incondicionais da parte deles para com os filhos, sejam votados de uma forma tão cruel ao abandono! Acaso já esqueceram as noites que eles passaram sem dormir porque estavamos doentes; os sacrifícios que porventura fizeram para nos poderem dar tudo, ou pelo menos uma parte do que sonhamos? Será justo que tanto esforço e dedicação seja retribuido com indiferença e impaciência, só porque agora são eles a dar-nos algum trabalho? Não acho mesmo nada justo!
Nos lares, são na maioria das vezes maltratados, passam horrores presos a cadeiras de rodas, nas quais perdem completamente a mobilidade que lhes resta, porque dá trabalho obrigá-los a andar...e ali estão aquelas pessoas que AINDA SÃO GENTE, com as suas recordações e pensando que nada mais lhes resta do que esperar o passaporte para "outra dimensão". Quantas e quantas vezes nem uma visita da família têm? Sim, porque é muito mais divertido ir até ao shoping mais próximo ou até à praia...
Nesta sociedade hipócrita, não damos valor aos nossos "velhos" quando eles até têm tanto para dar, não em trabalho (bolas, já trabalharam que chegue) mas em sabedoria. São eles que melhor sabem fazer companhia aos netos, transmitindo-lhes valores (esses nunca estão desactualizados) que nós com todo o stress diário por vezes não passamos aos nossos filhos. São eles, com toda a paciência e amor do mundo, lá vão educando (palavra maravilhosa esta, e cujo real significado está cada vez mais esquecido) porque muitas vezes já não temos paciência ou tempo para isso...
Devíamos dar mais valor aos avós deste mundo, não há melhor companhia para as nossas crianças. Acreditem que compensa o "trabalho" ao qual prefiro chamar gestos de amor, que porventura tenhamos com eles...pensem nisso!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gente iluminada...


Se se lembrarem de voltar as embalagens para ler algumas das recomendações que lá aparecem, relativamente ao uso dos produtos, irão observar indicações como as que aqui se apresentam em seguida.....


Sabonete Dove : 'INDICAÇÕES: UTILIZAR COMO SABONETE NORMAL' (Boa! Cabe a cada um imaginar para que serve um sabonete anormal)

Refeições congeladas Iglo: 'SUGESTÃO DE APRESENTAÇÃO: DESCONGELAR PRIMEIRO' (É só sugestão! De repente o pessoal pode estar afim de lambê-la, como se fosse um gelado...)


Num hotel que oferecia touca para o duche: 'VÁLIDO PARA UMA CABEÇA' (Alguém muito romântico poderia colocar a sua e a da amada na mesma touca...)


Na sobremesa Tiramisú da marca Tesco, impresso no lado de Baixo da caixa : 'NÃO INVERTER A EMBALAGEM' (Oops!!! Leu o aviso...é porque já inverteu!)

No pudim do Mini Preço: 'ATENÇÃO: O PUDIM ESTARÁ QUENTE DEPOIS DE AQUECIDO' (Brilhante!!!)

Na embalagem da tábua de passar Rowenta: 'NÃO ENGOMAR A ROUPA SOBRE O CORPO' (Gostaria de conhecer a infeliz criatura que deu origem a este aviso)

Num medicamento (pediátrico) contra o catarro infantil, da Boots: ' NÃO CONDUZA AUTOMÓVEIS NEM MANEJE MAQUINARIA PESADA DEPOIS DE TOMAR ESTE MEDICAMENTO' (Tantos acidentes na construção civil poderiam ser evitados se Fosse possível ter esses Hooligans de 4 anos longe dos Catterpillars)

Nas pastilhas para dormir da Nytol: 'ADVERTÊNCIA: PODE PRODUZIR SONOLÊNCIA' (Pode não, deve!!!! Foi para isso que eu comprei!!!)

Numa faca de cozinha : 'IMPORTANTE: MANTER LONGE DAS CRIANÇAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO' (Será que lá os cães e gatos são ninjas disfarçados? Nunca vi Nenhum mexer em facas!)

Numa série de luzes de Natal: 'USAR APENAS NO INTERIOR OU NO EXTERIOR' (Alguém me pode dizer qual é a 3ª opção?)

Nos pacotes de amendoim da Matutano: 'AVISO: CONTÉM AMENDOINS' (Mania de estragar as surpresas!)

Numa serra eléctrica da Husqvarna: 'NÃO TENTE DETER A SERRA COM AS MÃOS OU OS GENITAIS' (Sem comentários)

Que diabo, é de mim ou há mais gente a achar que estes tipos erraram na vocação?!

TGV / ALFA


Agora chamem-me DIABO....!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Grande Miguel...


Encontrei este texto e achei, assim cá com os meus botões, que este homem vai dizendo umas coisas que me agradam....

«Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, acarregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim. Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil.Isto não é conversa de engate. Mas é a verdade. E é bonita. »

Miguel Esteves Cardoso


Grande Miguel !!!!

A importância das cores

Napoleão Bonaparte, durante as suas batalhas usava sempre uma camisa de cor vermelha.Para ele era importante porque, se fosse ferido, na sua camisa vermelha não se notaria o sangue e os seus soldados não se preocupariam e também não deixariam de lutar. Toda uma prova de honra e valor.
Duzentos anos mais tarde, Sócrates usa sempre calças castanhas......porque será diabo!?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sonho impossivel



Quem ainda não sonhou um sonho impossível? Quase sempre são impossiveis mesmo, mas eu continuo a lutar pelos meus. A verdade, é que nessas lutas enriquecemos sempre os nossos interiores, por vezes à custa de maus bocados, mas vamos aprendendo...
Entretanto existem músicas como esta que nos fazem sonhar impossiveis :))

domingo, 10 de maio de 2009

Vitoriosa

Hoje acordei com esta música que me deu uma vontade de também passar dos meus limites e de ir mais além...
E então pus-me a fazer uma lista das coisas que mais gosto. Quando eu era organizada fazia muitas listas, agora não tenho tempo (hum...a questão do tempo fica para outro post).
E então pensei, pensei (às vezes penso demais) e cheguei à conclusão que na cabeça da lista aparece, óbviamente, cobrir as minhas filhas e o meu mais-que-tudo de beijos e abraços. Adoro isso e namorar, namorar muito! Sou mesmo uma diaba namoradeira (mas cuidado, fiel!) Amo a boa disposição, a gargalhada, o sentido de humor, a capacidade de nos rirmos até de nós próprios. A partilha de gostos e opiniões, o genuino interesse no outro, sem isso tudo soa a falso não é?
Também adoro desporto, não vivo sem, o que tem a enorme vantagem de poder satisfazer outra paixão da minha vida que é cozinhar e comer bem! Quase nada me faz sentir tão bem dispostinha como comer e beber bem e fazer umas patuscadas com bons amigos. mais do que isso, só namorar mesmo, rsrrssr!
Ouvir boa música...divino! Preenche-me a alma! Há músicas que me arrepiam completamente...adoro dançar também, não é raro acontecer dar comigo a dançar na sala sozinha...hum, e dançar agarradinha?!...
Tenho paixão pelo mar, pela praia, por livros, por cinema, por ballet, por banhos de espuma e massagens, por roupa macia e deslizante, por andar descalça e de perna ao léu, por boas conversas (o cérebro é uma coisa maravilhosa, toda a gente devia ter um!).
Adoro dormir bem enroscada no parceiro, é bom, muiiiiiiiito bom! Não há melhor calmante para adormecer! Gosto de intensidade nas pessoas. E estou tambem aqui a pensar que a sorte é este blog ser anónimo, caso contrário...não tinha feito estas confissões!
Beijos da diaba!

YOGA E BAGAÇO











YOGA E BAGAÇO, os mesmos resultados!

Contra fotos não há argumentos...
NA ÍNDIA:20 anos de muito exercício mental, jejum, abstinência, concentração,meditação,como mostra o grande avatar BRAHTIWA THOWBINDO RUHWNANDA.
EM PORTUGAL: 1 hora na esplanada das traseiras de uma tasca bebendo bagaço,relaxamento ao ar livre, como o demonstrado pelo grande MANEL SILVA.
Ambos os sistemas de superior elevação espiritual acabam produzindo os mesmosresultados...


Toca a praticar diabos, conforme a disposição de cada um ...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mais uma golpada

Recebi hoje esta notícia, testemunho de um país onde vale tudo mesmo!

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.


Bem, e o diabo depois sou eu!?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Almas perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipocas na praça. Lambuzando o queixo de sorvete, melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem para escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ele tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus, de banho de mar, quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto alto pelo chinelo, sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem nem liga pra isso. Ao lado delas, pode ser Abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acende no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem a certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando uma lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava, de passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atracção que realmente nos move não passa só pelo corpo, corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe que tem a alma perfumada e que esse perfume é um dom de Deus.


Carlos Drummond de Andrade
Achei tão lindo que resolvi partilhar...